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Historia da Gastronomia no Mundo

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  • A História da Culinária

  • Os hábitos da boa culinária parecem ter origem com o próprio aparecimento do Homem. Cada descoberta antropológica vem acompanhada de alguma manifestação ligada aos usos e costumes religiosos e culinários, na medida em que estes eram importantes no dia a dia das pessoas, que cuidavam, como cuidamos hoje, do espírito e do corpo.

        Abaixo  teremos os links  de cada pais e suas respectivas gastronomias, assim como falaremos de maneira bem abrangente do mundo gastronômico.

Culturas e culinárias pelo Mundo

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A História da Culinária

Blog do escritor e enófilo Luiz Octavio Barcellos

Os hábitos da boa culinária parecem ter origem com o próprio aparecimento do Homem. Cada descoberta antropológica vem acompanhada de alguma manifestação ligada aos usos e costumes religiosos e culinários, na medida em que estes eram importantes no dia a dia das pessoas, que cuidavam, como cuidamos hoje, do espírito e do corpo. Referências a utensílios domésticos da cozinha, aos alimentos, às atividades agro-pastoris são encontradas com freqüência. Segundo seu grau de desenvolvimento, os diversos povos deixaram marcadas suas experiências e descobertas em muitas áreas da cultura. Desde o início da história conhecida da humanidade, têm-se informações registradas da permanente curiosidade para com as artes da culinária e da fabricação de bebidas alcoólicas. O prazer obtido com os sentidos do gosto e do olfato é bastante primário no gênero humano. Não há nenhum povo sobre a Terra que não possua, de alguma forma, tradições ligadas com a gastronomia. Desde as mais tradicionais e desenvolvidas sociedades da Europa e Ásia, até nos mais simples grupamentos tribais indígenas, encontram-se usos e costumes ligados à culinária. Os vinhos estão mais ligados à cultura ocidental judaico-cristã. Dos cinco sentidos, praticamente quatro deles estão envolvidos com a arte de se saborear um prato e de se degustar uma bebida. A visão, o olfato, o gosto e o tato (textura apurada na boca) são acionados quando se apreciam bons pratos e bons vinhos. Não é à toa que, em praticamente todo o mundo, a ciência da culinária e vitivinicultura está cada vez mais popular, expandindo-se de maneira extraordinária.

O Alto Período Paleolítico apresenta indícios de que o Homem tenha tido alguma ação organizada no sentido de prover alimentação sistematizada, através do aprisionamento de animais selvagens para serem abatidos posteriormente, como se fazia com as renas, cavalos, cabras, búfalos e outros mais. Entretanto, não há registros de que havia alguma organização social entre os grupos familiares, visando a caça em grande escala. Já no Período Mesolítico, o derretimento das geleiras ao final da glaciação, permitiu o aparecimento de uma grande diversidade de animais pelas florestas, facilitando a caça para os grupos familiares ? javalis, cervos, cabritos, lebres e coelhos eram caçados com certa facilidade. Com o aparecimento das florestas temperadas, e com o fim dos animais de maior porte, a caça se tornou mais difícil e menos abundante, levando as populações ao consumo de cereais, frutas e hortigranjeiros. O Período Neolítico marca o início da domesticação de animais (porcos, bois, cabras, carneiros), e impõe a agricultura sistematizada de cereais. A descoberta de pedras-mós nas habitações neolíticas demonstra que o hábito de se triturar o trigo e a cevada para obter as farinhas era comum.

A primeira manifestação do Homem rumo à sua organização social, veio com a agropecuária, através da domesticação de animais e da sistematização da agricultura. Ele deixou a sua obrigação de caçar, para se alimentar através de seu trabalho. Estas atividades, aos poucos, levaram à criação das cidades, onde as pessoas se aglomeravam para buscar proteção e trocar bens de consumo. Isto se deu em torno de 4000 a.C. Nesse tempo, já utilizavam o sal para conservar alimentos. Nesta época, também, já se conhecia as oliveiras, na região mediterrânea. O azeite era sagrado, nos cultos religiosos egípcios. No período compreendido entre os anos 4000 a.C. e 1000 a.C. foram se desenvolvendo as cidades, as religiões, as técnicas da agricultura e a utilização da força animal para as atividades rurais.

A harmonização entre pratos mais elaborados e bebidas tem sido, há longo tempo, motivo de debates, investigações e estudos pelos amantes das artes gastronômicas. Existem informações registradas dos tempos bíblicos, relatando o emprego de vinhos na preparação de alimentos e da combinação entre os dois. Os hedonistas e epicuristas têm proclamado, há séculos, a importância do prazer na vida do Homem, muitas vezes confundido a ampla teoria apenas com o prazer à mesa. Os primeiros consideram que sua função na Terra é a de obter prazeres materiais, sejam quais sejam. Já os epicuristas consideram que o objetivo é o prazer, mas em toda a extensão da palavra, ou seja, prazeres materiais e intelectuais.

Com quem está a razão pode ser um problema filosófico, mas a verdade é que em todas as regiões do mundo a culinária tem uma importância fundamental na cultura e tradição dos povos. Desde os mais remotos tempos se conhece a arte da utilização de centenas de temperos e condimentos, para melhorarem e conservarem os alimentos, proporcionando uma infindável combinação de sabores e aromas. Acompanhando a evolução das populações em suas migrações, a culinária adquiriu características próprias em cada região, tornando-se parte importante de suas culturas muitas vezes milenares, como ocorre com os árabes, chineses, japoneses, indianos e outros orientais. De acordo com a respeitada publicação francesa Le Guide Hachette des Vins, o casamento entre bebidas e comidas é definitivo e indissolúvel, não havendo possibilidade de monogamia neste assunto. A experimentação permanente e educada levará sempre à aproximação ideal da verdade. Dentre as diversas bebidas postuladas com o passar de milhares de anos, o vinho surgiu como uma das primeiras e das mais permanentes, nos hábitos alimentares da civilização judaico-cristã, permanecendo basicamente a mesma ao longo do tempo.

Dizer que a comida é uma parte vital do processo da vida, é falar sobre o óbvio, mas raramente nos damos conta de que a alimentação é mais do que vital. A única outra atividade humana que é vital para o ser humano e para a continuidade da espécie é o sexo. Como disse Kao Tzu, um ancestral filósofo chinês, “o apetite pelas comidas e pelo sexo é natureza”. Mas estas atividades são diferentes. O ser humano está mais próximo de sua origem animal quando pratica o sexo, do que quando se alimenta. Evidentemente, existe uma variedade muito maior de formas de se alimentar, do que para fazer sexo. Para sobreviver, qualquer pessoa poderia se alimentar da mesma maneira, contando apenas calorias, gorduras, carboidratos, proteínas e vitaminas. Mas as coisas não são assim. Em cada recanto do mundo os ingredientes são diferentes, as receitas são diferentes, assim como os costumes, utensílios e as maneiras de cozinhar são diferentes. O número de variáveis, quando se prepara uma refeição, é bem grande. Devido a esse fato a culinária adquiriu um aspecto fundamental na cultura dos povos, e não há nenhum país que não se orgulhe de suas tradições gastronômicas. Dentro de uma mesma cultura ou de um mesmo país, os hábitos alimentares podem não ser iguais. No mesmo estilo culinário os hábitos poderão ser diferentes, segundo as classes sociais. Até mesmo nas ocasiões festivas ou no dia a dia, as pessoas se alimentam diferentemente. As tradições familiares transmitidas de pais para filhos, aliadas à curiosidade investigativa dos seres humanos, cada vez mais identificados com a gastronomia, têm levado a um avanço formidável na literatura específica. Mesmo as religiões impuseram hábitos específicos nos grupos que as praticam. Os hábitos modernos de se freqüentar bares e restaurantes como atividades sociais permanentes têm feito proliferar estas instituições, abrindo espaço para uma verdadeira obsessão em sua classificação qualitativa, proporcionando a criação de um infindável número de seminários, feiras, encontros, festivais, palestras e cursos gastronômicos ou enológicos, uma boa parte de qualidade bastante discutível.

O presente trabalho procura sintetizar a evolução das culturas gastronômicas e vitivinícolas ao longo dos tempos e suas interligações, principalmente no mundo ocidental, onde a culinária e o vinho tornaram-se parte integrante de suas tradições e de suas crenças espirituais. O consenso atual é de que as videiras foram originadas na região do Cáucaso, provavelmente entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, migrando com os tempos para o Oriente Médio. Aparentemente originado na Mesopotâmia, o vinho seguiu sua trajetória pelo Oriente Médio e daí para a Europa, onde se firmou como uma das bebidas mais difundidas e apreciadas. Na atualidade, verifica-se que nos países do Oriente o consumo de vinhos vem aumentando ano a ano, em proporções acima da média de seu crescimento populacional. O fato é facilmente comprovado no Japão e China. A se projetar para o futuro o consumo mundial, pode-se prever uma explosão na produção desta bebida. A primeira parte do livro trata de assuntos culinários em vários países, procurando destacar os aspectos de importância envolvidos na história dos povos e o desenvolvimento de suas habilidades na cozinha. Foi dada especial atenção aos ingredientes usados em cada país, e também como se deu a disseminação para outras regiões. Os temperos e condimentos são descritos com detalhes, em um capítulo específico. Como a culinária e a história dos povos estão sempre ligadas às suas tradições, apresenta-se uma breve descrição da história política de cada um, destacando-se em seguida suas características gastronômicas. A segunda parte do livro trata da vitivinicultura, principalmente a dos países ocidentais, cujas culturas estão intimamente ligadas ao vinho, desde o primórdio de suas histórias. Por último, a terceira parte é dedicada à harmonização entre pratos e vinhos, visando proporcionar maior prazer ao se sentar à mesa para tomar as refeições. Evidentemente, cada país possui hábitos particulares, e a harmonização pode diferir de um para o outro, mas nada que seja muito radical e de se destacar, parecendo haver algum consenso internacional.

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